Trama Central — Horcrux [2]

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Trama Central — Horcrux [2]

Mensagem por Espelho de Ojesed em Qui Set 03, 2015 2:01 am


Horcrux


Hogwarts estava um caos. Desde o início do comando total do Lorde das Trevas, um novo diretor foi instaurado para coordenar Hogwarts, seu nome? Oliver Von S. Skormen, irmão de Astaroth. Já haviam se passado dois anos desde o atentado ao Ministro Iron Mouret, no ministério, tal qual foi salvo pelo próprio Lorde das Trevas e sua aprendiz, uma grifina que acolheu como sua afilhada, Francesca, a filha do Ministro. Entretanto, a direção de Oliver não era das  melhores, vários dos professores eram rebeldes e atentavam contra o domínio de Oliver, que os eliminava sem piedade, mas tal ato custou caro. Agora, Hogwarts não tinha corpo docente para iniciar as aulas, suas atividades básicas e a vice-diretora, Lola, tentava convencer Oliver de mudar seu planejamento.

O melhor, era fechar Hogwarts.

Mas o irmão daquele-que-não-deve-ser-nomeado tinha uma cabeça parecida com a do irmão e renegou a ideia com veemência e Lola, revoltou-se. Assim, inciar-se-ia um duelo. O diretor de Hogwarts, um comensal da morte e a vice-diretora de Hogwarts, esposa do ministro e rebelde declarada, mas ignorada por seu parentesco. Se ela vencesse, seria um imenso passo para reaver o mundo bruxo das mãos más de você-sabe-quem. Hogwarts era uma das torres daquele jogo de xadrez, enquanto, agora, Astaroth era o rei.

Os lampejos voavam pelo imenso Salão Comunal das Casas de Hogwarts, verde, vermelho, amarelo, roxo, azul e branco, chocavam-se num vendaval infindável de vontade, era uma necessidade para ambos vencer. Era preciso que um lado vencesse. Mas Oliver, estava em visível desvantagem. O motivo? Uma severa punição de seu irmão, que custou-se os movimentos de um dos braços; a dor dificultava o raciocínio e os feitiços saíam com menos efetividade. Em meio à tanto caos, um feitiço jogou Lola para longe, fazendo-a chocar-se contra um candelabro, destruindo totalmente uma das janelas daquele salão, por sorte, a mulher não caiu do Castelo, ficando desacordada.

Novamente, o desconhecido atacou, agora, à Oliver, que defendeu com imensa maestria. Novamente, as luzes se chocavam uma contra as outras, mas dessa vez, a desvantagem de Oliver era extremamente maior. Pensou em fugir, mas não iria desonrar o nome de sua família, não iria desonrar os Skormens. A figura à sua frente possuía uma extensa barba branca, sua pele estava envelhecida e seus olhos, sem vida. Uma espada estava embainhada ao seu lado direito e sua posição era pomposa, extremamente altiva.

Mas Oliver não se deu por vencido. Desviou do feitiço usando desaparatação e reapareceu atrás do que ele pensava ser um velho, mas este foi mais rápido e a recepção de um soco foi inevitável. Oliver voou para trás, deixando um rastro negro por onde passava, novamente, foi atacado e a recepção do feitiço foi indefensável. O rapaz gemeu ao chão, sentindo os efeitos da maldição Cruciatus, a tortura. Tudo o que pôde fazer, foi fincar a varinha em sua Marca Negra, invocando aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Ele sentia seu cérebro fritar, mas não seria derrotado, não sem antes ver seu irmão.

O diretor usou o Lauda Ramus em si próprio, anulando temporariamente o efeito da maldição, e imediatamente contra atacou. Dessa vez, surpreendido, a figura adversária foi atingida rapidamente pela Maldição da Morte, o Avada Kedavra explodiu em uma imensa luz verde que cegou qualquer um que estivesse no salão. Mas incrivelmente, o homem barbudo não morreu; Oliver tinha uma certeza: o feitiço foi certeiro, acertou o alvo. A dúvida era: como o maldito não morreu?

Novamente, o Skormen atacou, uma série de feitiços atingiu o adversário, que não via chances de defender a fúria sepulcral do irmão mais novo do Lorde das Trevas. Decrusto, Dolohov, Sectusempra, Fodio, Claustrophobio, Confringo... Uma lista gigantesca de feitiços, todos atingiram seu alvo, mas seu alvo, ignorou-os por completo. A pressão mágica adversária era gigantesca, e Oliver sentia-se cada vez mais sufocado e cada vez mais fragilizado. Sentia sua morte próxima, mas queria morrer à frente do irmão e mostra-lo como foi útil. Tudo pelo Lorde das Trevas, tudo por você-sabe-quem.

E então, seu peito foi perfurado por uma espada, a luz deixou seus olhos ao mesmo tempo em que estes eram cegados pelo Avada Kedavra do inimigo, a última coisa que viu foi a janela ser destruída e, por ela, a figura imponente e poderosa de seu irmão passar. Sorriu para ele, que arregalou os olhos, extremamente surpreso e raivoso. A parede atrás daquele-que-não-deve-ser-nomeado virou pó, e sua varinha mirou o velho barbudo que, até mesmo surpreso, sentiu no mais profundo de sua alma o efeito da magia, sendo lançado para fora do Salão Comum, destruindo várias paredes.

Como nunca antes, o Lorde das Trevas liberou todo seu poder. Sua raiva era gigantesca, maior do que jamais sentiu. Seus olhos brilhavam no amarelado, sua pressão explodiu em força afundando o chão. A máscara surgiu em seu rosto, as vestes negras entraram em turbulência, esvoaçando-se mesmo sem vento e então, os olhos de Astaroth ficaram totalmente negros e isso só poderia significar uma coisa: o fim de Hogwarts e de qualquer um dentro daquela escola milenar. O dourado da máscara que demonstrava onipotência e controle se verteu em um branco profundo, cegante e ao contrário do que pode-se dizer, revelava também a morte. A luz no fim do túnel da vida do adversário de Astaroth.

- Godric Griffyndor. – Mumurou o Lorde com uma voz bestial... Uma não, três vozes ao mesmo tempo. As três almas de Astaroth falando em comunhão. As três horcrux ganhando vida e se rebelando. – Não deveria ter retornado à vida e sua rebeldia, será seu fim. Eu sou a ordem. A totalidade e esse será seu fim! Sim, sua vergonha será morrer diante daquele que tomou sua escola, será morrer, aliás, dentro da escola que fundou. – As vozes suspiraram e todo o salão foi tomado por uma densa escuridão. – Adeus. – Então, o buraco atrás do Lorde foi totalmente ocupado por uma legião de dementadores, sedentos. Entretanto, o adversário não se renderia. Executou seu patrono que foi... Totalmente suprimido pela maldade de Astaroth.

Então, os dementadores abriram passagem para uma garota pequena, mas que emanava um poder surpreendente, uma parte do poder daquele que tinha a face coberta. A garota riu com escárnio, mas sua voz era demoníaca, mortífera. Estava possuída pela Horcrux. Ela era a Horcrux. Seu corpo explodiu em uma luz negra, espalhando e suprimindo a de Astaroth e pôs-se ao lado dele. Lentamente, seus corpos foram se fundindo. Um dos pedaços da alma de Astaroth voltava temporariamente para ele, expandindo, assim, seu poder.

- AVADA KEDAVRA! – O berro trivocal encheu o salão acertando o alvo que, lentamente, se dissolveu ao ar, morrendo novamente, mas essa não seria sua última reencarnação, ele voltaria em breve, mais forte. Todo o Castelo de Hogwarts, sucumbiu, caindo aos pedaços, despedaçando-se; ficando em pé somente a parte em que Astaroth estava.

O Lorde das Trevas caiu de joelhos ao chão e novamente sua alma separava-se de si. O jovem loiro olhou a garota ao seu lado, não segurando o sorriso sincero. Tomou-a nos braços e desaparatou dali. Precisava de Rhaenna. De sua Rhaenna. Sua amada Rhaenna.
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